
Os ETFs de Ibovespa renderam pouco mais de um terço do CDI em 2026. O BOVA11 subiu 4,32% entre 30 de dezembro de 2025 e 4 de novembro de 2026, e o BOVV11, 4,51%. O CDI, taxa de referência da renda fixa, acumulou 11,87% no período, que terminou no dia em que o Copom manteve a Selic em 13,75% ao ano.
Entre os ETFs de renda fixa analisados, só um passou do CDI. O B5P211, que acompanha títulos públicos atrelados à inflação com vencimento de até cinco anos, subiu 12,04%, segundo levantamento do Investir em Dólar com base em dados da Mais Retorno.
Para chegar aos números, comparamos sete ETFs negociados na B3, o Ibovespa e o CDI na mesma janela. Os retornos incluem proventos reinvestidos e são brutos, sem desconto de imposto de renda.
A amostra não cobre todos os investimentos em ETF da bolsa nem os ETFs americanos, que dão exposição direta ao dólar, tema da página de dolarização. O SELI11, que também acompanha o Tesouro Selic, ficou de fora porque só tem cotação desde 26 de agosto. O resultado vale até 4 de novembro e muda a cada pregão.
| ETF ou índice | O que acompanha | Retorno | Maior queda |
|---|---|---|---|
| B5P211 | Inflação, até 5 anos | 12,04% | -2,26% |
| CDI | Referência | 11,87% | 0% |
| LFTS11 | Tesouro Selic | 11,58% | -0,22% |
| IMAB11 | Inflação, todos os prazos | 8,76% | -6,63% |
| IRFM11 | Prefixados | 8,09% | -5,54% |
| FIXA11 | Juros futuros prefixados | 6,98% | -6,37% |
| BOVV11 | Ibovespa | 4,51% | -20,80% |
| BOVA11 | Ibovespa | 4,32% | -20,70% |
| Ibovespa | Índice da bolsa | 4,00% | -20,82% |
A volatilidade, medida de quanto o preço oscila, foi de 26,21% no BOVA11 e de 0,63% no LFTS11, que compra Tesouro Selic. A diferença é de quase 42 vezes.
O LFTS11 terminou 0,29 ponto percentual abaixo do CDI e não teve nenhum mês negativo. Sua maior queda no período foi de 0,22%.
O IMAB11, que segue o IMA-B, índice de títulos atrelados à inflação, subiu 8,76%, com queda máxima de 6,63%. Entre os prefixados, o IRFM11 avançou 8,09%, e o FIXA11, 6,98%.
Títulos mais longos e prefixados mudam mais de preço quando os juros de mercado se movem, e por isso esses ETFs oscilam mesmo sendo de renda fixa. As maiores quedas dos cinco ETFs de renda fixa da amostra ocorreram entre 26 e 30 de outubro.
Até 23 de outubro, a bolsa liderava
O placar do ano foi outro até a última semana de outubro. Em 23 de outubro, o BOVA11 acumulava 27,65%, mais que o dobro dos 11,47% do CDI. No pico, em 9 de outubro, a alta chegava a 30,09%.
Em 26 de outubro, o ETF caiu 14,51% em um único pregão, o primeiro depois do segundo turno da eleição presidencial, realizado na véspera. Com isso, o retorno no ano recuou para 9,13%, abaixo dos 11,53% do CDI naquela data.
O movimento contrário havia ocorrido no início do mês. Em 5 de outubro, primeiro pregão depois do primeiro turno, o BOVA11 subiu 7,55%. Os dados mostram a coincidência de datas, sem apontar a causa de cada movimento.
A queda continuou nos pregões seguintes. Em 3 de novembro, o ETF estava 20,70% abaixo do pico de outubro, a maior queda do ano. No dia seguinte, quando o Ibovespa subiu 1,23%, a distância era de 19,82%.
Este conteúdo é informativo, baseado em dados históricos da Mais Retorno. Não constitui recomendação de investimento. Rentabilidade passada não garante resultado futuro.
Fonte: Mais Retorno, Banco Central do Brasil, Tribunal Superior Eleitoral
Escrito por
Equipe Investir em Dólar
Conteúdo educativo sobre como brasileiros podem investir, poupar e proteger patrimônio em dólar.
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